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Entretanto, mais “Uma Aventura” da senhora Alçada

Ora, vem ontem, dia 20 de Outubro de 2010, a senhora Ministra da Educação, Isabel Alçada, anunciar ao país que o concurso destinado à colocação de professores contratados vai ser congelado. Dá, como justificação, a inolvidável necessidade de se reduzir a despesa do Ministério, como aliás é já conversa mais que mastigada neste nosso país.

O que me choca no meio disto tudo, é a percepção que esta gente gentalha do Ministério tem da crise, e das soluções que estão ao alcance do Governo para a resolver, ou no mínimo, contornar sem colocar o país na penúria. Sem nos mergulhar no balde de merda que preparam já há largos anos.

Pois bem, para o tal swan dive direito ao dito balde, a senhora Alçada afirma que “A situação que vivemos actualmente impede o ministério de realizar o concurso extraordinário de docentes em 2011, mas serão colocados todos os docentes necessários nas escolas”. Explique-me portanto, senhora ministra, que raio de política é esta. Ora, ao dizer que “serão colocados todos os docentes necessários nas escolas”, está implícito uma de duas coisas; se este ano, com o congelamento, vai haver à mesma a quantidade necessária de docentes, nos anos anteriores havia professores em excesso, que estariam a consumir indevidamente os recursos provenientes de todos nós, os contribuintes ou simplesmente está a mentir com todos os dentes que possui na boca, esperando que a malta se acomode com essas desculpas de algibeira.

Ora, dada a minha já extensa experiência no sistema de ensino luso, acredito piamente que seja a segunda opção, uma vez que nunca houve, efectivamente, professores a mais nas escolas que frequentei. Houve, e há até, uma crassa falta de funcionários nas escolas. Funcionários que têm que se desdobrar para fazer todas as tarefas que lhe são confiadas como se estes possuíssem 6 braços. O pior é que o Ministério não reparou que eles não dispõem de mais de um par de membros superiores, o que lhes dificulta, e muito, a execução de tais tarefas atempadamente. Já na parte docente, era de lamentar chegar-se a Abril, e ter na sala um dos mais competentes professores que tive na Vida, completamente esgotado, tal era o número de turmas que tinha sob sua égide, pois, pasmem-se, não havia professores suficientes!

Portanto, estamos aqui a assistir a um claro acto de tentar ludibriar a opinião pública com estas falsas promessas de estabilidade, quando o sistema está roto. Não estou a dizer que não devam reduzir a despesa. Claro que devem. Têm que o fazer até. Mas cortem em algo supérfluo, tipo, as frotas do Ministério, ou nas regalias dos quadros superiores. Nunca no número de docentes no terreno que já era parco. Ao condicionar a já frágil Educação, estão a hipotecar o futuro do país, que de risonho já não possui rigorosamente nada. Cuidem-se e cresçam. Pois, ao contrário do que diziam os Pink Floyd, “We DO need Education“.

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