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Tudo à base da hipocrisia

Se há coisa que repudio veemente é a estupidez e a hipocrisia. Não suporto nenhuma delas isolada, quanto mais quando ambas se coligam. E nestes últimos dias, têm andado de mão dada por esse país fora, sempre presentes em comentários acerca da intervenção do GISP (Grupo de Intervenção de segurança Prisional) no estabelecimento prisional de Paços de Ferreira. Intervenção essa ocorreu dia 17 de Setembro de 2010, mas só foi tornada pública esta semana.

Ora, tal como se pode constatar no vídeo acima, o GISP actuou a fim de acabar de vez com aquela situação que já estava a ganhar contornos indesejáveis. O recluso insistia em sujar a cela com restos de comida e com as próprias fezes. Esta situação já se arrastava há vários dias, ao ponto de os próprios reclusos da mesma ala iniciarem uma greve de fome em protesto ao mau cheiro que se fazia sentir. Após vários avisos e avaliações psiquiátricas, a direcção do estabelecimento prisional decidiu convocar uma intervenção do GISP. Os operacionais não agridem fisicamente o recluso, nem tão pouco o torturam. Durante a intervenção o recluso é cordialmente contactado por parte do operacional do GISP, examinado por um médico a fim de assegurar que não ficou com lesões e ainda lhe atribuem uma nova cela, limpa!

A meu ver, isto é uma intervenção normal e bem executada. Mas não. Há sempre aquela gentinha gentalha irritante que insiste em invocar os Direitos Humanos, que acha sempre mal uma intervenção deste cariz, por muito bem executada que seja. Para começar, os maricas do Bloco de Esquerda pediram logo explicações. Das duas uma: ou são estúpidos que nem caixotes e não perceberam o porquê nem as circunstâncias daquela intervenção, ou então devem estar a confundir o seu papel de “partideco” de Esquerda com a gestão das forças de ordem pública. Ridículo!

Depois, há a Opinião Pública. Ainda hoje vi uma entrevista de rua, efectuada à frente do Palácio Nacional de Sintra, onde 3 pessoas condenaram sumariamente a actuação do GISP. Para suportar a sua opinião, usaram argumentos como: “Violência gera violência.”, “O taser é uma arma «especial». Acho que não deveria ter sido usada.” e “Há sempre outra maneira de resolver as coisas sem recorrer à violência.” Além destes argumentos serem, aparentemente, válidos, neste contexto são totalmente descabidos. Quem disse que “Violência gera violência” tem toda a razão. Foram os actos agressivos do recluso e a sua resiliência para com as ordens dos guardas que levaram à intervenção do GISP. O energúmeno indivíduo que disse que “O taser é uma arma «especial»” demonstra um total desconhecimento acerca do aparelho em questão. O taser é uma ferramenta que apenas se limita a debitar uma potente descarga eléctrica de curtíssima duração, a fim de imobilizar o prevaricador. É um dispositivo que não deixa ferimentos nem sequelas físicas. Até os próprios agentes, quando estão a ter formação acerca do aparelho, são submetidos aos seus efeitos, para melhor perceberem o que estão a usar. Ora, daí a chamar-lhe “arma”… As pessoas partem logo do princípio que aquilo mata. Nessa lógica, para essa gentinha, seria mais frutuoso e ético acalmar o recluso com umas valentes bastonadas no lombo. Afinal, nos motins entre claques de futebol a berdoada é um método largamente usado e nunca vi ninguém a questionar a sua aplicação. Vá-se lá perceber este povo. Por último, vem o cliché (como aliás, é já apanágio nas muitas entrevistas que correm na TV) “Há sempre outra maneira de resolver as coisas sem recorrer à violência.”. Eu não sei se o indivíduo é budista ou não, mas esta frase é, claramente, de quem não faz a mínima ideia do ambiente que se vive numa prisão, nem tão pouco das ofensas que o recluso já tinha vindo a praticar desde então. Para o senhor entrevistado, um recluso que já foi agressivo para com toda a comunidade prisional, deve ser lidado com palavras meiguinhas e reconfortantes. Ainda não perceberam que esse tipo de gente só lá vai com aquilo que percebe melhor: ofensa corporal.

É triste e envergonho-me ao ouvir estas declarações por parte de pessoas que vivem no mesmo país que eu. Por cidadãos cujo voto vale tanto como o meu. Por gente que não faz ideia daquilo que fala, que dá sempre uma de moral e amizade. Se o recluso tivesse agredido alguém da família deles, ou eles mesmos, será que os entrevistados diriam o mesmo? Como podem proteger um criminoso violento que estraga a comida que é paga com os impostos que eles pagam? Como consentem que esse animal suje injustificadamente os lençóis que terão que ser lavados recorrendo ao dinheiro que descontam mensalmente? Como podem eles querer aplicar as regras da sociedade a alguém que renuncia às mesmas, quando leva a cabo atitudes daquelas?

Haja lucidez, bolas…

  1. Alicia
    5 Março, 2011 às 17:38

    Nao espera. O povo primeiro queixa-se porque ha muita criminalidade e que nao tomam as medidas correctas etc etc. Quando até que enfim fazem algo, é sempre mal ! Mas quem consegue perceber o que se passa na cabecinha desta gente? So eu.
    Ah e caso nao tenham reparado, os GISP antes de “agirem com violência” tentaram o dialogo ! E para terem chamado os GISP é porque ja tinham feito varias tentativas de dialogo antes!
    E em muitas situações, so com “violência” é que as pessoas percebem … E o ultimo recurso como é obvio mas muitas vezes é a única alternativa… e a vida é mesmo assim. Agora vamos parar de perder o nosso tempo, e o nosso latim, com essa gente que nao merece. Pah ta ali trancado so tem é de obedecer! Nao ha ca direitos humanos, porque razão é que eles la estão dentro? Foge nao é difícil de perceber, até eu :)
    Beijinho meu esposo. ^^

  2. Seu grande Mestre Careca
    27 Março, 2011 às 17:31

    Assim é que é careca, devia era lavar aquilo com chicote no lombo!

    Abraço continua, belíssimos textos!

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